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Pequeno Dicionário das Favelas
Marcelo Monteiro
O nome de uma favela pode ter raízes religiosas (Santa Marta), geográficas (Grota), poéticas (Babilônia). Pode ser uma homenagem a uma personalidade importante (Vigário Geral), um agrado a um político (Vila do João) ou apenas uma brincadeira (Kinder Ovo). E pode ainda ter dois significados diferentes (Rocinha). Mas tem sempre uma explicação.
O termo favela nasceu no Centro do Rio, com o Morro da Favela. E pegou quando outros barracos de zinco começaram a ser construídos em comunidades do Centro e da Zona Sul. Aí virou substantivo e se espalhou pela cidade. Nos anos 40 eram apenas 60 favelas. Hoje são mais de 600. E haja criatividade.
Nem sempre o nome é motivo de orgulho para os moradores. Mas depois que ele vinga não adianta querer voltar atrás. Entre as maiores fontes de inspiração está a televisão. A favela Salsa e Merengue, por exemplo, foi criada em 1996 - época da novela homônima da Rede Globo. Já Minha Deusa foi batizada em homenagem à atriz Vera Fischer, a Jocasta da novela Mandala.
Os moradores mais antigos têm sempre uma explicação. Nem sempre unânime. Mas o que importa não é a veracidade das histórias, e sim sua aceitação. Pensando nisso, o Viva Favela foi em busca de causos e versões que correm hoje nas comunidades. E preparou esse pequeno dicionário - feito com a preciosa colaboração de moradores e associações - sobre a origem dos nomes de algumas das principais favelas do Rio:
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Clique aqui para ler o poema Favelário Nacional, de Carlos Drummond de Andrade.
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